quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Noite em Paris...6




Sexta-feira,  passava de meia-noite e estávamos cheios de fome depois de uma agradável sessão de cinema. Devido o horário, ficamos sem opções e lembramos do Paris 6, que funciona 24 horas. A expectativa era alta, especialmente pelas tão faladas sobremesas.

Esperamos 10 minutos até que nossa mesa ficasse pronta, o que nos surpreendeu muito, já que todas as vezes em que passamos na porta, havia uma grande fila de espera.

A casa tem um ambiente agradável, com gente bonita e boa música. Sua decoração remete ao conceito gastronômico inspirando-se em cafés, bistrôs e brasseries centenários do 6º distrito de Paris (conhecido como Paris 6). Sentamos em uma mesa no corredor. No vai e vem de garçons percebemos uma dificuldade em circularem devido ao pouco espaço entre as cadeiras e o corredor. Observamos que aquela área foi mal projetada, criando um certo tumulto e desconforto ao cliente já que toda vez tem que puxar sua cadeira para uma pessoa ou garçom passar.

O atendimento teve seus altos e baixos. Logo quando chegamos, tivemos que esperar 10 minutos pela chegada de algum garçom para que nos fosse oferecido o menu. Alguns garçons ficavam conversando enquanto os clientes ficavam abandonados e tentando os chamar. Evidentemente que a nossa garçonete estava no grupinho da conversa, né? Em compensação, um dos garçons, que nem era da nossa mesa, foi muito gentil quando reclamamos da comida. Sim, infelizmente tivemos que reclamar da comida. Escolhemos os sanduíches Croque Monsieur à Christiano Cochrane que de gratinado não tinha nada e vinha acompanhada de uma floresta de folhas de alface, as fritas estavam péssimas, com gosto de gordura velha e o sanduíche veio gelado por dentro, como se tivesse sido de um pedido errado que foi direcionado à nossa mesa para não ser devolvido à cozinha. O suculento 200 gramas do  Le Grand Hamburguer Emmental à Fernanda Paes Leme veio com a carne insossa e crua, que se tratando de um hambúrguer, deve ser sempre ao ponto. O queijo emmental, não tinha nada de gratinado e as fritas eram murchas e sem sabor. Os dois pratos voltaram para a cozinha e retornaram em condições de consumo, porém o encanto já havia se perdido.

Terminamos os sanduíches e partimos para o tão falado menu de sobremesas top. Pedimos o Grand Gateau à Deborah Secco que de grande, só o prato e o ramequim. Ao degustar percebi que a sobremesa mais encanta do que satisfaz pois se cria uma imagem de algo sensacional que não é. Dentro do ramequim, há uma mistura de caldas e mais caldas e texturas muito parecidas e extremamente doce. Já o picolé apenas cumpre o seu papel por ser Dileto e ter qualidade. No mais, uma sobremesa cara e como se diz, enfeitando o pavão!



Pedimos a conta e como é de se imaginar, um custo alto para pouca qualidade e sabor. Um menu extenso e cheio de nomenclaturas sofisticadas mas o que se vê, são opções repetidas e sem graça. Uma noite para ser esquecida. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário